"O conhecimento é o mais potente dos afetos: somente ele é capaz de induzir o ser humano a modificar sua realidade." Friedrich Nietzsche (1844?1900).

professora Gisele Leite

Diálogos jurídicos & poéticos

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Parece mesmo incrível que em plena Idade Contemporânea, na sociedade do conhecimento onde se registra o mais elevados níveis da dinâmica cognitiva, resta imersa num mar de tecnologias de informação e comunicação, as famosas TICs, ainda detectamos tantos preconceitos que englobam sexo, etnia, credo, status socioeconômico, aparência, idioma e, etc.

Ainda nos dias de hoje, observamos com tristeza a velha misoginia onde no mercado de trabalho, a mulher tem que ser duplamente campeã em tudo, para obter algum reconhecimento. Desde dos dotes domésticos, como também nos afazeres profissionais mais requintados.

E, as pesquisas sérias apontam que as mulheres posseum salários menores, piores condições de trabalho, dificuldades para promoção e reconhecimento por mérito ou por tempo de serviço, bem como ainda flagramos a insubordinação de seus comandados, quando não vivenciam a inexplicável agressividade gratuita de seus colegas do sexo oposto.

Ainda nos dias atuais nos espantamos em ver a mulher como chege de família, quando na realidade, mais de setenta por cento das mulheres são arrimo de famílias brasileiras.

E, mais somos a maioria da população brasileira de acordo com os dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) de 2018, o número de mulheres é superior ao de homens, na proporção de 48,3% de homens e 51,7% de mulheres.

O que nos acena com caso raro onde a maioria é discriminada e permanece inerte e passiva diante de práticas discriminatórias e humilhantes. Não obstante os movimentos feministas e libertadores lutarem diariamente por equidade de direitos.

Numa dessas conversas em forma de desabafo com a minha filha, outro grande exempço de mulher lutadora e aguerrida. Comentávamos que temos orgulhos de ser mulher e sobreviver na aridez contemporânea que é tão paradoxalmente progressista e discriminatória. Não nos trocamos por muitos dos homens que no seu existir, em nada contribuem para o aperfeiçoamento da humanidade.

Não havendo equidade trazida por tamanho progresso científico e tencológico capaz de sensibilizar a consciência para ser libertadora e libertária. A luta prossegue no cotidiano, nas conversas informais, no futebol e, até mesmo, no prestigiado meio acadêmico. 
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 30/06/2019
Alterado em 01/07/2019
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