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partida
vivo partindo
vivo fragmentando-me e me espalhando por lugares distantes e inóspitos lá se vai a porta fechar atrás de mim, meus olhos ainda sentem a paisagem meu rosto ainda reconhece a brisa mas minha pressa e agonia só conhecem o passar das horas o silêncio inesgotável dos monges vivo partindo deixando rastros, charadas indecifráveis questionamentos que ecoam pelo túnel do tempo e faz tempo que desistiram de responder vivo partindo arremessando-me ao infinito ao desconhecido, ao intangível e sendo limitada e minúscula nessa profusão universal. vivo partindo, partindo-se sem ter par no mundo, sem ter ímpar no mundo, sou um número que perambula pelas estórias, que atravessam portas e chegam ao fim, sem nenhuma trilha sonora. partir sem deixar saudades, sem deixar reticências tudo foi dito, e, o que não foi... foi definitivamente trancado dentro do tempo.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 14/05/2008
Alterado em 14/05/2008 Copyright © 2008. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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