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virago
sou virago
mulher forte, guerreira nascida em tempo de chuva, mas que atravessa desertos que não sabe nadar, mas vive imersa em mar de lágrimas e, sobrevive impávida, intacta suas dores lhe esculpem escudo chumbado ao peito, qual amazona brava. não temo a solidão não temo a miséria nem as tempestades , raios e nem os furacões só temo a insensatez humana em querer a todo custo o poder, o poder de ter poder e, destruir tudo por segundos de cega ambição sou virago e minha história me escolheu para ser assim, dona de minhas rédeas, dona de meus passos duros de minhas mágoas secretas sou virago sem perder a ternura pelos filhotes, pela manhã de sol e, me emociono ao ver o cair da tarde, ao ver a lógica secreta dos dias a desfilar em bigas romanas a besta-fera de cada um de nós.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 23/02/2008
Alterado em 24/02/2008 Copyright © 2008. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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