"O conhecimento é o mais potente dos afetos: somente ele é capaz de induzir o ser humano a modificar sua realidade." Friedrich Nietzsche (1844?1900).
 

Professora Gisele Leite

Diálogos jurídicos & poéticos

Textos


 

Confesso ficar muito amuada por o Brasil ser considerado o país do futebol... cultura enraizada no final do século XIX, sim, ganhou cinco copas do mundo, o que traduz ser o maior vencedor da história das Copas.


A Seleção Brasileira, carinhosamente apelidada de Seleção Canarinho, é uma das principais razões para o título de "país do futebol". Com cinco títulos mundiais (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), o Brasil é a única nação a ter participado de todas as edições das Copas do Mundo.

 

Grandes nomes como Pelé, Ronaldo e Neymar ajudaram a exportar a imagem de excelência e magia associada aos jogadores brasileiros.


Apesar do rótulo histórico e das conquistas, o cenário esportivo é alvo de debates contemporâneos. Críticos esportivos e jornalistas apontam que, embora o futebol seja uma parte vital da cultura, o interesse regular e a organização estrutural do esporte no país enfrentam desafios em comparação com potências europeias. Ainda assim, a relação emocional do brasileiro com a modalidade permanece inegável.


Há outras pautas mais relevantes preocupadas com o nível da educação brasileira, alto índice de criminalidade, especialmente o feminicídio, e ano eleitoral devemos combater a corrupção e, o abuso de poder dentro a jovem república brasileira.

 

Muitos críticos apontam que o futebol brasileiro parou no tempo em termos administrativos. O amadorismo, as dívidas bilionárias dos clubes, a dança das cadeiras de técnicos e a corrupção institucional nas federações afastam o torcedor e prejudicam o desenvolvimento de um esporte de alto nível organizado. A transição para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) tenta corrigir isso, mas encontra resistências.

 

Assistir a uma partida de futebol no Brasil se tornou um evento elitista. Com a modernização das arenas, os preços dos ingressos dispararam, afastando a população de baixa renda. Isso gera críticas de que o esporte perdeu a sua essência popular e de inclusão social que historicamente o caracterizava.

 

Com a disparidade financeira em relação aos clubes europeus, os melhores jogadores brasileiros são vendidos cada vez mais cedo, muitas vezes antes de criarem raízes com a torcida local. Além disso, o caótico calendário nacional, com excesso de jogos, desgasta os atletas, limita o tempo de treinamento e diminui a qualidade técnica dos campeonatos.

 

A violência dentro e ao redor dos estádios é um problema crônico. A rivalidade exacerbada, a ação de organizadas muitas vezes ligadas à criminalidade e a falta de segurança pública afastam as famílias e os verdadeiros amantes do esporte, transformando os dias de jogo em zonas de perigo.

 

O que há, de fato, é um surto psicodélico... A saúde mental também deve ser um objetivo a ser alcançado...

GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 13/06/2026
Alterado em 13/06/2026
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