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![]() Quem é o homem?
O homem é mal por natureza por natureza, a menos que precise ser bom. O homem é lobo do homem, em guerra de todos contra todos.
Para a filosofia, o homem não possui uma definição única e estática. A sua essência é investigada por um ramo específico chamado Antropologia Filosófica, que analisa o ser humano através de diferentes lentes ao longo da história
A filosofia cristã, influenciada por Santo Agostinho e Tomás de Aquino, define o homem como uma unidade indissociável de corpo e alma, dotado de livre-arbítrio e criado por Deus. Boécio o caracteriza como "substância individual de natureza racional".
René Descartes marca o início do pensamento moderno com o postulado Penso, logo existo (Cogito, ergo sum)), definindo o ser humano essencialmente pelo pensamento e autoconsciência.
O Existencialismo (com Sartre) inverte a lógica tradicional afirmando que a existência precede a essência. O homem é pura liberdade, condenado a fazer suas próprias escolhas e a construir o que é ao longo da vida. Outros pensadores destacam o lado prático (Homo faber), definindo o homem pelo trabalho, linguagem e capacidade técnica.
A essência do homem é a alma, cuidar de si mesmo significa cuidar da própria alma mais do que do corpo, e ensinar os homens a cuidarem da própria alma é a tarefa suprema do educador; assim diz Sócrates, a alma nos ordena conhecer aquele que nos adverte: conhece-te a ti mesmo.
Já Platão, tem uma concepção dualista do homem, além da participação da perspectiva metafísico-ontológica, a participação do elemento religioso derivado do orfismo.
Para Kant, o homem conhece, pela razão pura, o ideal de humanidade, a partir do qual ele se compara e lhe fornece o critério da apreciação de si mesmo. O campo moral recorre, assim, à antropologia para verificar os homens reais, e dessa forma não tornar o fim da razão algo sem referencial e utópico.
Para Platão o ser do homem é sua alma., uma vez que somente ela é uma realidade eidética. O corpo ou as demais formas anímicas não passam de exterioridade sem consistência.
"Enquanto possuímos o corpo e a alma, não temos como alcançar a verdade/liberdade]": Enquanto a consciência estiver apegada ou limitada às necessidades físicas e às paixões da alma (desejos, medos), ela não consegue atingir o estado de iluminação, sabedoria pura ou a libertação (a verdadeira realidade).
Santo Agostinho explica que o homem é um composto de corpo e alma e questiona sobre qual dos dois elementos constitui primordialmente o homem total. Afirma que é a alma que guia o corpo. Assim define a alma como substância racional feita para dirigir o corpo, mortal e terreno.
O homem é essencialmente seu pensamento, seu espírito, sua palavra, consciência, livre de toda influência mecânica . E tem- como um bom ou mal amigo –seu corpo.” Suponho que este corpo não é outra coisa que uma estátua ou máquina de terrar que Deus forma expressamente para fazê-la a mais semelhante de nós que é possível. .
Para Nietzsche, o homem não é um ser fixo ou concluído, mas uma ponte ou corda esticada sobre um abismo. Ele representa uma transição tensa entre o instinto animal e a superação de si mesmo, que culmina na figura ideal do Übermensch (além-do-homem ou super-homem).
A expressão "caniço pensante" (ou junco pensante) é uma metáfora famosa criada pelo filósofo e matemático francês Blaise Pascal em sua obra póstuma "Pensamentos".
Ela sintetiza a dupla natureza do ser humano: A Fragilidade (o caniço): O caniço (ou junco) é uma planta frágil, vulnerável e facilmente dobrada ou quebrada pelo vento. Representa a insignificância física do homem perante a imensidão do universo. Bastam uma gota de água ou um vapor para destruí-lo.
Para a filosofia, o ser humano é um "projeto em aberto" e um ser de contradições. Não existe uma resposta única, mas sim diferentes visões ao longo da história:
Como defendeu Jean-Paul Sartre, "a existência precede a essência": nós nascemos e, depois, construímos quem somos através de nossas escolhas.
O ser humano é visto como um "projeto" ou existência que precede a essência, moldado por ações, contexto social, tecnológico e histórico. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 28/05/2026
Alterado em 28/05/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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