"O conhecimento é o mais potente dos afetos: somente ele é capaz de induzir o ser humano a modificar sua realidade." Friedrich Nietzsche (1844?1900).
 

Professora Gisele Leite

Diálogos jurídicos & poéticos

Textos


 


Originalmente, o mágico de Oz baseou-se no livro de autoria de L. Frank Baum que foi publicado em 1900.
A Terra de Oz era uma terra de fadas, onde a garota chamada Dorothy era transportada de sua fazenda no Kansas por um ciclone. O título original da obra era "A Cidade das Esmeraldas!, porém, fora alterado várias vezes, antes se tornar "O Maravilhoso Mágico de Oz". Segundo alguns estudiosos, sua inspiração foi em crenças da Sociedade Teosófica, onde as crenças e símbolos se espalhavam por todo o país.
Dentro do universo de Oz que é um reino fictício situado num continente Nonéstica, que fora encantado por fadas. Era dividido em quatro regiões, a saber: Quadiling ao Sul, Munchkin ao leste, Winkie ao oeste e, GIlikin ao norte. Ao centro situava-se a Cidade das Esmeraldas, sendo a capital do reino relacionada aos quatro quadrantes por uma estrada composta por tijolos amarelos.

O filme se tornara um fenômeno da cultura pop e, sua adaptação musical chegou aos EUA e, um filme mudo de quinze minutos seguiu em 1910. O filme ficou bem melhor em 1925, com Oliver Hardy. O filme inspirou muitas lendas e mitos urbanas do que qualquer outra história de Hollywood. 

No contexto de O Mágico de Oz, Munchkin é o termo usado para descrever os habitantes de Munchkinland, uma região de Oz. Eles são pequenos em estatura, alegres e conhecidos por suas roupas. No filme de 1939, os Munchkins dão as boas-vindas a Dorothy ao chegarem ao mundo mágico após o ciclone.Ainda hoje, o termo “Munchkin” é usado como sinônimo de algo pequeno ou ”encantador”.

Os estúdios de Hollywood dos anos 1930 não tinham nada próximo das precauções de segurança de hoje. Era muito fácil se machucar, e processos judiciais eram muito incomuns, já que ninguém queria ser colocado na lista negra da indústria.

O ator original do Homem de Lata, Buddy Ebsen, foi o primeiro a cair, já que o pó de alumínio em sua maquiagem prateada entrou em seus pulmões, quase matando-o. Ele foi substituído por Jack Haley, mas encontrou a fama mais tarde na vida quando foi escalado para interpretar Jed Clampett em A Família Buscapé.

A atriz da Bruxa Má do Oeste, Margaret Hamilton, foi a próxima, quando sofreu graves queimaduras de segundo e terceiro graus no rosto e nas mãos enquanto filmava sua cena de partida de Munchkinland. Isso a afastou do set por seis semana

Pobre Totó, o cãozinho até se machucou quando um ator interpretando um guarda Winkie pisou em sua pata. O Terrier Careen passou duas semanas se recuperando na casa de Judy Garland e fez uma recuperação completa

Garland tinha apenas 16 anos quando conseguiu o papel de Dorothy, mas já era uma veterana da indústria desde a infância, como parte do trio vaudeville, as Irmãs Guam.

A MGM fixou-se em seu peso e vigor durante a produção de O Mágico de Oz, e deram a ela pílulas para suprimir seu apetite e mantê-la trabalhando longas horas. Isso criou uma dependência ao longo da vida de barbitúricos e anfetaminas que levou à sua morte em 1969, quando ela tinha apenas 47 anos.

O Mágico de Oz tem diversos significados, variando de uma alegoria política sobre como o poder pode ser ilusório e manipulador, a uma história sobre autoconhecimento e as virtudes que já possuímos. Em sua essência, é uma jornada para desmascarar o "mágico" por trás das cortinas, revelando que a força, a coragem, a inteligência e o amor não vêm de um poder externo, mas da autoconfiança e da ação. 
Interpretações comuns
O Mágico como ilusão: O Mágico de Oz representa o poder (político, social ou religioso) que aparenta ser grandioso, mas que é, na verdade, uma farsa ou ilusão controlada por um pequeno grupo de pessoas. Ele manipula os outros usando o medo e a expectativa de que ele possui a solução para os problemas deles. 
A jornada de autodescoberta pois a história é sobre Dorothy e seus amigos que procuram o Mágico para obter o que acreditam faltar (cérebro, coração, coragem), apenas para descobrir que já tinham essas qualidades dentro de si o tempo todo.

A jornada os ajuda a reconhecer e usar essas habilidades por si mesmos. 
No sentido da alegoria política, o livro é frequentemente interpretado como uma crítica ao populismo e ao sistema político dos Estados Unidos na época de sua publicação. 
Dorothy: Representa o cidadão comum. 
O Espantalho: A busca por conhecimento (cérebro). 
O Homem de Lata: A tecnologia e a falta de humanidade, ou a busca por um coração. 
O Leão: Um político eloquente, mas sem coragem. 
Totó: O movimento de proibicionistas. 
A Cidade das Esmeraldas: Uma crítica à manipulação da massa através de uma propaganda ilusória. 
A valorização do conceito de "lar": A jornada de Dorothy a leva de volta para casa, ao Kansas, simbolizando que o "lar" e o que é mais valioso muitas vezes estão na simplicidade da vida cotidiana, algo que ela aprende a apreciar após a viagem. 
Na perspectiva psicológica, O Mágico de Oz pode ser visto como um arquétipo da psicologia, onde a jornada da heroína representa o processo de amadurecimento e autoconhecimento. Cada personagem precisa "matar suas próprias bruxas" e "desmascarar seus próprios feiticeiros" para encontrar a verdadeira força.

A transição da infância para adolescência pode significar um território cheio de conflitos e hormônios e as descobertas nem sempre são felizes. Mas, o mais importante é entender e absorver o valor das coisas. 

GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 03/11/2025
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