Biografia do Bruxo. Magia ou feitiço?
Sorcerer's biography
Magic or sorcery?
Resumo: Machado de Assis (Joaquim Maria Machado de Assis), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Entre as mais importantes biografias de Machado de Assis já publicadas estão os trabalhos de Alfredo Pujol (Machado de Assis, 1917); Lúcia Miguel Pereira (Machado de Assis – estudo crítico e biográfico, 1936); Manuel José Gondim da Fonseca (Machado de Assis e o hipopótamo, 1960); Luís Viana Filho (A vida de Machado de Assis, 1965); Jean-Michel Massa (A juventude de Machado de Assis 1839-1870, 1971); Raimundo Magalhães Júnior (Machado de Assis – vida e obra, 1981); e Daniel Piza (Machado de Assis – um gênio brasileiro, 2005). Machado de Assis faleceu no Rio de Janeiro, no dia 29 de setembro de 1908. Em seu velório, compareceram as maiores personalidades do país. Rui Barbosa , um dos juristas mais aplaudidos da época, fez um discurso de despedida com elogios ao homem e escritor.
Palavras-chave: Direito. Literatura. Biografia. História do Brasil. Sociologia. Machado de Assis.
Abstract: Machado de Assis (Joaquim Maria Machado de Assis), journalist, storyteller, columnist, novelist, poet and playwright, was born in Rio de Janeiro, RJ, on June 21, 1839, and also died in Rio de Janeiro, on 29 September 1908. He is the founder of chair nº. 23 of the Brazilian Academy of Letters. Among the most important biographies of Machado de Assis ever published are the works of Alfredo Pujol (Machado de Assis, 1917); Lúcia Miguel Pereira (Machado de Assis – critical and biographical study, 1936); Manuel José Gondim da Fonseca (Machado de Assis and the hippopotamus, 1960); Luís Viana Filho (The life of Machado de Assis, 1965); Jean-Michel Massa (The youth of Machado de Assis 1839-1870, 1971); Raimundo Magalhães Júnior (Machado de Assis – life and work, 1981); and Daniel Piza (Machado de Assis – a Brazilian genius, 2005). Machado de Assis died in Rio de Janeiro, on September 29, 1908. The greatest personalities in the country attended his wake. Rui Barbosa, one of the most applauded jurists of the time, gave a farewell speech praising the man and writer.
Keywords: Law. Literature. Biography. History of Brazil. Sociology. Machado de Assis.
A vida de Machado de Assis situou-se em 1838, quando o Rio de Janeiro era a capital do país contendo apenas trezentos mil habitantes, em grande parte escrava, sendo iluminada por lampiões a azeite de peixe, com transporte precário movido por tração animal e, tendo farto ambiente insalubre pelas ruas estreias. Todas as belezas naturais estavam sufocadas por falta de higiene. Havia apenas quatro canais que levavam os esgotos para o mar e os mangues.
Não existiam fossas sanitárias. Dejetos domiciliares, incluindo fezes que eram levados para as praias em carroças ou em tonéis carregados na cabeça por escravos (os chamados tigres, de quem todos fogem apavorados por causa do cheiro nauseante e do receio de um tropeço ou esbarrão que pode respingar fezes nos pedestres e nas ruas).
As doenças epidêmicas mataram muitas pessoas e, os morros cariocas abrigavam estabelecimentos militares, religiosos e os ricos, com suas chácaras e casarões, os pobres serão expulsos para lá somente a partir da virada do século XIX para o XX.
O Morro do Livramento abrigava uma grande família rica de origem portuguesa, com muitos agregados e escravos. Um dia, chega ali o pintor de paredes e dourador Francisco José de Assis, um “pardo forro”, de 32 anos, para prestar serviço.
Logo conheceu e se apaixonou pela imigrante açoriana Maria Leopoldina Machado da Câmara, de 26 (vinte e seis) anos, que veio menina com a família para o Brasil, costura, borda e faz outros trabalhos como agregada no casarão.
Eles se casaram em 19 de agosto e, 10 (dez) meses depois, em 21 de junho de 1839, nasceu Joaquim Maria Machado de Assis, que recebeu o nome em homenagem aos padrinhos. O garoto terá infância pobre e difícil, porque a mãe morrerá de tuberculose quando ainda tiver 9 (nove) anos, e também sofrerá crises de epilepsia.
Ainda no Rio de Janeiro, 1908. Em meio ao alargamento das avenidas e às medidas de saneamento para combater epidemias, o consagrado escritor Machado de Assis, fundador e presidente da Academia Brasileira de Letras o que revolucionou a literatura brasileira com realismo e forte crítica social em obras fundamentais como “Dom Casmurro”, “Memórias póstumas de Brás Cubas” e “Quincas Borba”, faleceu, aos 69 (sessenta e nove) anos, em 29 de setembro .
Junto ao caixão, Rui Barbosa, o orador supremo da época, escalado como porta-voz da ABL, deu sua definição de Machado de Assis: "Eu quase não sei dizer mais. [...] Não é o clássico da língua; não é o mestre da frase; não é o árbitro das letras; não é o filósofo do romance; não é o mágico do conto; não é o joalheiro do verso, o exemplar sem rival entre os contemporâneos da elegância e da graça, do aticismo e da singeleza no conceber e no dizer; é o que soube viver intensamente da arte, sem deixar de ser bom".
A sua obra apesar de escancarar a escravidão e o racismo e das feições afrodescendentes delineadas por sua máscara mortuária, em seu atestado de óbito constou que ele era branco. Assim, começou a construção de uma farsa. Um branco, elitista, um “europeu heleno”. E mais ainda, na visão de seus críticos, indiferente à escravidão em sua vida e em sua obra.
Durante um século, esse será o perfil de Machado de Assis imposto por uma elite branca à cultura brasileira. Afinal, como o maior escritor brasileiro poderia ser afrodescendente num país com racismo estrutural?, indaga o professor Eduardo de Assis Duarte, do Programa de Pós-graduação em Letras: Estudos Literários, da UFMG.
Para afastar de vez essa falácia biográfica e resgatar o Machado verdadeiro, Eduardo de Assis Duarte acabou de lançar a terceira edição, revista e ampliada, do livro Machado de Assis afrodescendente .
Escreveu uma antologia completa sobre a afrodescendência machadiana, reunindo crônicas, contos, críticas de teatro publicadas em jornais, poemas e trechos de romances sobre o tema. Compõem a obra também detalhadas análises críticas dos textos de Machado relativos à questão étnica.
O resultado é uma obra brilhante, perene e singular, digna de consulta para o meio acadêmico e essencial também para o leitor comum sobre a extensa e profunda crítica de Machado à elite branca, à escravidão e a outras injustiças do seu tempo.
Com análises concisas e exemplos contundentes, o professor Assis Duarte desconstruiu o perfil branco e europeu de Machado e, mais ainda, o propalado absenteísmo em relação à escravidão, ao racismo e ao sistema produtivo reinante.
“Indagar a respeito da porção afrodescendente de Machado de Assis até recentemente soava estranho para muitos de seus leitores. Não só as literaturas lusófonas do século XIX foram, desde sempre, consideradas espaço esteticamente branco, onde pontificam heróis construídos a partir de uma perspectiva europeia, portadora quase sempre de uma axiologia cristã, mas, também a própria tradição literária que vige no Brasil nos remete à Europa e não à África”, diz o professor na obra.
“Tais lugares-comuns, somados à ausência de um herói negro em seus romances, fundamentam em grande medida a tese do propalado absenteísmo machadiano quanto à escravidão e às relações interétnicas existentes no Brasil do século XIX”, avalia o autor.
Epiléptico e gago, Machado de Assis foi vendedor de balas e sacristão da Igreja Nossa Senhora da Lampadosa, uma irmandade negra, na Avenida Passos, no Centro. Ele nunca frequentou escola ou faculdade, mas foi considerado um dos mais brilhantes autodidatas do seu tempo.
Ao longo do século XX, foram cometidos muitos equívocos sobre a descendência e a obra de Machado , lembra o professor, principalmente devido ao estilo dissimulado em tratar temas como a escravidão em sua obra. “De fato, nada mais adverso à escrita de autor-caramujo, especialista em disfarces de toda ordem, do que o projeto de uma literatura missionária e panfletária”, ressalta.
Afrodescendente em pleno período escravista, escrevendo em jornais lidos pela elite, trabalhando em empregos públicos e vivendo de aluguel, era natural que Machado não tivesse uma atuação militante e panfletária, ressaltou Eduardo de Assis Duarte.
O livro de Eduardo de Assis Duarte destaca, então, trechos representativos do tema em Ressurreição (1872), Helena (1876), Iaiá Garcia (1878), Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), Casa velha (1886), Quincas Borba (1891), Dom Casmurro (1899), Esaú e Jacó (1901) e Memorial de Aires (1908) e ainda de crônicas, contos e poemas de todas as fases da vida de Machado.
Em seu livro “Anjo Rafael”, Machado de Assis previu a existência da doença mental folie à deux (delírio a dois, em português) antes de ela ser descrita. A obra conta a história de uma filha que é “contagiada” pela loucura do pai, enlouquecendo também. Anos depois da publicação, o mal foi descoberto por pesquisadores. Como se não bastasse, o brasileiro também descobriu a cura para a doença: afastar a pessoa saudável de quem tem o problema mental.
Essa edição ampliada inclui, inclusive, o conto A mulher pálida, a curiosa história de um rapaz que procura a mulher mais pálida do mundo para se casar, uma sátira à eterna obsessão brasileira pela branquitude europeia.
A respeito da afrodescendência de Machado de Assis é ainda polêmica, pois não apenas as literaturas lusófonas do século XIX foram, habitualmente, consideradas um locus esteticamente branco, onde despontavam heróis construídos, a partir de perspectiva europeia e dentro da axiologia cristã, mas igualmente, seguiu assim a tradição literária brasileira.
Quanto a barba e o bigode que eram quase obrigatório entre os homens do seu tempo, teria como fito o disfarce de traços negroides . Além de cogitar em polêmicos retoques para branquear a pele na fotografia da época.
Segundo Magalhães Jr. , a imagem serviu de modelo a um desenho de bico de pena e guache, em que o escritor aparece com as feições branqueadas. Da mesma forma, o Machado dos retratos mais conhecidos, como os de Insley Pacheco (Joaquim José Insley Pacheco), passa por mulato , ou até branco.
— É uma indicação de que as fotos de Machado costumavam ser retocadas no Brasil — opinou Duarte. — Não é uma coincidência que a foto em que ele aparece mais negro tenha sido publicada na Argentina.
Machado de Assis era afrodescendente em pleno período escravista, escrevia em jornais mais lidos por toda elite, trabalhou em empregos públicos, vivendo de aluguel, era natural que Machado não tivesse atuação militante e panfletária, ressaltou Eduardo de Assis Duarte. Do contrário, seria perseguido. A opção, portanto, veio com fina ironia e dissimulação no perfil de “autor-caramujo” em suas obras a denunciar a escravidão e outras questões sociais.
Hélio Seixas Guimarães destaca a ironia presente em Memórias Póstumas de Brás Cubas como fator determinante na obra que se tornou um clássico da narrativa nacional. “A ironia presente ali não é simplesmente inverter o sentido, mas de abrir várias possibilidades. São intervalos de sentido. Foi possível ler Machado de Assis pensando que aquilo é sério ou para ser lido literalmente. Mas é possível interpretar o texto de várias maneiras”, comenta.
Ao longo do tempo, Machado de Assis teve sua obra questionada por, aparentemente, não questionar de maneira mais direta problemas latentes do século XIX no Brasil, como a escravidão.
A estratégia de caramujo, aliás, adotada e declarada, aos leitores atentos, em uma crônica de 1893(cinco anos após a abolição da escravatura) mostrou um autor negro que aprendeu andar pelas frestas, pelas ambiguidades das relações sociais da burguesia brasileira, e não mudou muito o modo como racismo brasileiro é velado, porém, não menos existente e contundente.
Foi o mais encolhidos dos caramujos conforme retrataram Eduardo de Assis Duarte e Lillia Moritz Schwarcz. Afinal, escrever sobre a podridão dentro da própria podridão é genial e assentou as representações como Brás Cubas, Bentinho, Capitu e, José Dias, Rubião, Quincas Borba, Cândido Neves que exibe toda a ideologia burguesa, eurocêntrica e branca.
A “estratégia de caramujo” de Machado é, portanto, uma singularidade de um gênio produzida por nossas maiores chagas: a escravidão e o racismo, velado ou não.
Contudo, Joaquim Maria não se dobraria ao ambiente, mas sim criaria uma casca, um casulo protetor, como o de um caramujo, de onde poderia mover-se lentamente, por letras, por palavras, poderia fazer suas críticas, deixando um rastro no chão, quase imperceptível para quem tinha olhos distraídos; mas bastaria olhar mais de fora, por uma espécie de exotopia, para enxergar a estratégia de um “bruxo caramujo” e seu rastro, como podemos agora ver, ler e nos deliciar.
Portanto, a “estratégia de caramujo” declarada pelo autor foi seu modo de denunciar o racismo em suas entranhas mais perversas, inconscientes e veladas. Racismo tão agudo e estrutural que logrou embranquecê-lo em fotografias em campanhas publicitárias e em livros, ao longo das décadas. A “estratégia de caramujo” é, portanto, mais uma forma de denúncia machadiana à podridão burguesa e, principalmente, ao racismo.
Há diversos trechos representativos como nas obras: Ressurreição (1872), Helena (1876), Iaiá Garcia (1878), Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), Casa velha (1886), Quincas Borba (1891), Dom Casmurro (1899), Esaú e Jacó (1901) e Memorial de Aires (1908) e ainda de crônicas, contos e poemas de todas as fases da vida de Machado de Assis.
“O tom do discurso machadiano é corrosivo”. Engendrou contranarrativa ao pensamento hegemônico da época – cuja ideia mestra entronizava o ‘escravismo benigno’ praticado nos trópicos pelo colonizador à miscigenação, afirmou Eduardo de Assis Duarte.
Tal ideologia se aprimorou ao longo do século XX e primou por construir uma leitura do nosso passado histórico em que o tempo do cativeiro surge emoldurado pelo mito da democracia racial para substituir a brutalidade pela tolerância e o rebaixamento do outro pela mestiçagem”, apontou Assis Duarte.
Novamente, em oposição ao sistema vigente é o racismo brutal presente no conto "Pai contra mãe", que mostrou como um capitão do mato e caçador de escravos foragidos, foi obrigado a entregar o filho recém-nascido para a adoção por não ter como sustentá-lo.
Já quando em captura de escrava fugitiva e fica indiferente quando ela aborta bem na sua frente. E, sua reação foi: "Nem todas as crianças se vingam". Assim, nas suas narrativas denunciou as atrocidades escravagistas de seu tempo.
O curioso é que o negros e mestiços representam 54% da população brasileira, a cada vinte e três minutos um negro é assassinado no país, em uma proporção quase quatro vezes maior do que o mesmo risco corrido pelos brancos. Cerca de 80% dos policiais mortos no Rio de Janeiro, em 2019, eram negros. Esses dados revelam uma patologia social vinculada à desigualdade e ao racismo estrutural .
Não podemos acusar Machado de Assis de não ter feito um jornalismo onde as questões negras e abolicionistas eram abordadas.
Fez denúncia antirracista e profundamente antissistêmica. Mostrou-nos como um caramujo-escritor, deixando o rastro na terra, deixando o rastro em palavras e crítica, fez seu sinal de alertar sobre a sociedade que se apoia em pseudociências (como o racismo). Genial, Machado ironizou seu tempo e os modos de vida que o circundavam.
A grande musa inspiradora de machado foi Carolina Augusta Xavier de Novaes, a portuguesa e o grande amor do escritor e influente nas suas obras. Entre os anos de 1869 até 1904, o casal permaneceu unido, até quando Carolina veio a falecer aos setenta anos de idade.
O escritor não teve filhos . Em carta de Machado para o amigo Joaquim Nabuco, historiador, in litteris:
"Foi-se a melhor parte da minha vida, e aqui estou só no mundo. Note que a solidão não me é enfadonha, antes me é grata, porque é um modo de viver com ela, ouvi-la, assistir aos mil cuidados que essa companheira de 35 anos de casados tinha comigo; mas não há imaginação que não acorde, e a vigília aumenta a falta da pessoa amada. Éramos velhos, e eu contava morrer antes dela, o que seria um grande favor, escreveu."
Quando Carolina faleceu, o escritor publicou seu último soneto, "A Carolina", uma obra comovente. E, em 1908 publicou a obra com tons autobiográficos, Memorial de Aires. Machado de Assis foi enterrado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, ao lado do túmulo da companheira, e ainda pediu que tão logo morresse fosse queimado o móvel onde guardava relíquias de amor, bem como as cartas tocadas com Carolina quando ainda eram namorados, havia até pedaços do véu da noiva, a grinalda, os sapatos de cetim usados no dia do casamento.
Consta em sua biografia que o namoro entre Machado de Carolina não fora aprovado pela família da moça, que já integrava uma elite intelectual. Por sua escolha, Carolina uniu-se a alguém de nível abaixo, o que foi determinante para que ele tivesse estabilidade emocional e também transitasse entre os intelectuais. Como esposa o incentivou a ler em inglês e a conhecer os clássicos da literatura britânica.
Machado de Assis não permitia que Carolina participasse de conversas com os escritores e homens cultos que os visitavam. “Habituada em sua terra ao convívio de grandes intelectuais, amigos de seus irmãos, ela abdicou de si mesma para se dedicar exclusivamente ao homem que tanto amava e tanto lutou para desposar.
Machado de Assis era um notável enxadrista tanto que participou do primeiro campeonato brasileiro do esporte. Cometeu uma gafe histórica. Na segunda edição da obra Poesias Completas, no prefácio, publicada em 1902, a palavra "cegara" foi substituída, na expressão "lhe cegara o juízo", saiu um inusitado cagara. Diz a lenda que o próprio
Machado teria participado de um mutirão para corrigir os exemplares antes que chegassem ao público. O que se sabe é que alguns escapara e saíram com tal erro.
Em 1888 foi condecorado pelo então imperador Dom Pedro II com a ordem rosa e, meses depois indicado para fazer parte da Secretaria de Agricultura. E, mais tarde, chegou a ser diretor-geral da viação da Secretaria da Indústria, Viação e Obras Públicas.
Desde os primeiros estudos críticos sobre a obra de Machado de Assis, a brasilidade do escritor jamais deixou de ser problematizada, ainda que sob diferentes perspectivas interpretativas. Críticos como José Veríssimo , Sílvio Romero e Araripe Júnior debateram, principalmente, a existência ou não do nacional nos escritos de Machado de Assis. Alguns pensavam que seria de outra natureza, de caráter mais íntimo e interno e, também, por isso mesmo melhor, ainda que tal qualidade não fosse facilmente percebida.
Sílvio Romero, a seu turno, era duro em seu discurso e, por vezes até ofensivo e desrespeitoso, acusou Machado de ser um macaqueador das formas de outras autores estrangeiros.
A partir de meados de 1930, no contexto do Estado Novo e da Era Vargas, momento que o nacionalismo despontou com pedra de toque, novos críticos pareceu ganhar ênfase, novamente explorando o viés nacional. Lúcia Miguel-Pereira, Astrojildo Pereira , Roger Bastide e Mário de Andrade debateram e fizeram dessa questão o foco principal de suas leituras sobre a obra machadiana.
Astrojildo Pereira influenciado por estudos marxista, interpretou com equívocos os romances e contos do Bruxo, tal como de "Pai contra mãe" , contaminando-se por suas paixões políticas e ideológicas sua leitura e crítica. Também se deve ao fato de haver péssimas traduções dos textos de Karl Marx e Engels a que teve acesso. Enxergou o autor como sendo um homem de seu tempo e de seu país. Na concepção de Astrojildo Pereira, um romancista do Segundo Reinado.
Já Lúcia Miguel-Pereira trouxe à baila a origem humilde de Machado de Assis bem como sua afrodescendência. A negritude de Machado nem era mais contestada, mas utilizada para legitimar seu temperamento.
Outra contribuição foi de Roger Bastide , que trouxe um dos textos mais curiosos desse período, para a discussão do nacional no autor Memórias Póstumas, traduzindo-o como paisagista íntimo, pois centrava-se em analisar internamente seus personagens. O estudioso francês defendeu o escritor que se preocupava com o ambiente, que o insere de forma tão natural em suas narrativas, tornando difícil de ser plenamente observável.
A contribuição de Mário de Andrade, em uma série de ensaios, escritos, em grande parte, em comemoração ao centenário de nascimento do escritor, também abordou a questão da nacionalidade. Mas, trouxe visão ambígua que o crítico tinha sobre Machado de Assis, apesar de jamais duvidar das qualidades literárias do romancista, mesmo que veja que em alguns momentos, renegou sua origem negra.
Lá pelos idos de 1970, começou a se concretizar novo padrão de leituras e, foi Raymundo Faoro que trouxe brilhante compêndio de referências para a obra de Machado de Assis, e trouxe a leitura à luz do estamento social, jogando pá de cal nas reticentes dúvidas a respeito da brasilidade do escritor. O que permitiu abrir caminho para sucessão de críticos mais interessados em analisar as relações entre literatura, história do Brasil, Direito e, outras ciências sociais.
Foi Roberto Schwarz talvez o melhor exemplo de tradição crítica, tendo sido discípulo de Antonio Cândido e leitor assíduo de Theodor Adorno , ao analisar na forma literária as estruturas sociais. Nas Memórias póstumas, a narração de Brás Cubas é lida a contrapelo, e suas características – a volubilidade e a desfaçatez, por exemplo – entendidas como representativas da classe do narrador.
O nacional, claro, não é mais alvo de desconfiança, mas de problematização radical: tratar-se-ia de um nacional negativo, não interessado em expor nossas belezas e qualidades, mas de marcar nossas contradições mais graves. Esse nacional não nasceria, a princípio, apenas de um gênio superior de Machado, porém, mais que tudo, da posição que o escritor ocupa na história da literatura brasileira.
Seguindo a trilha cavada por Schwarz veio John Gledson e retirou do esquecimento uma pequena novela intitulada "Casa Velha" , conferindo um olhar desconfiado ao padre-narrador. Uma espécie de proto-Bentinho, ao narrar a história de casal proibida, em razão da diferença de classe social, e, ao final chega-se a legitimar a separação. O crítico britânico também ofereceu outras leituras e buscou nas tramas, datas e nomes de personagens da obra machadiana as alusões à história do Brasil.
Contemporaneamente, os críticos tiveram inspiração e, novamente, o nacionalismo é realçado nos trabalhos de Sidney Chalhoub e o magnífico Eduardo de Assis Duarte. Eduardo de Assis Duarte, por sua vez, tem um olhar mais centrado no problema da escravidão e na negritude de Machado.
Seu livro “Machado de Assis afrodescendente” foi publicado quase cem anos após a discussão entre Nabuco e Veríssimo sobre o uso da palavra mulato para definir o escritor, morto pouco antes. Duarte procura demonstrar, no volume organizado por ele, através de um artigo e de contos, crônicas e trechos de romances selecionados, o olhar do escritor, que não renega sua origem, como durante tanto tempo se aventara.
O ponto mais aperfeiçoado dessa crítica estaria nas leituras a contrapelo dos narradores dos romances, que propiciaram interpretações originais, que revigoraram os estudos sobre Machado de Assis. As discussões se deslocaram consideravelmente dos assuntos de ordem filosófica, metafísica e psicológica, para passarem a se centrar na classe, etnia e gênero dos narradores-personagens.
Entre as interpretações originais, destaca-se a de “Dom Casmurro”, em que não apenas um crítico, mas diversos, contribuíram na reconfiguração dos significados da obra na contemporaneidade.
O estudo pioneiro de Helen Caldwell, O “Otelo brasileiro de Machado de Assis” , embora não traga discussões sobre a questão nacional, abriu caminho para outras leituras em que a figura do narrador é problematizada em sua marca de classe, de gênero e de etnia. Silviano Santiago, John Gledson e Roberto Schwarz tiveram papel importante nessa virada crítica sobre o romance.
Tal virada, para Schwarz, aconteceu em um âmbito maior, e passou a trazer assuntos para a pauta crítica sobre a obra do escritor, que antes mal e mal eram esboçados: desfaçatez de classe, relações entre periferia e centro, modernização conservadora, intelectualidade, escrita e representação social, tornaram-se temas presentes nessas leituras.
Contemporaneamente, outros grupos se autodenominam como porta-vozes da modernidade brasileira e propõem reformas que podem fragilizar ainda mais a condição dos trabalhadores brasileiros e que correspondem a maior parte da população brasileira. E, aí vem nesse lastro a reforma trabalhista, a reforma previdenciária e, dando maior poder e validade aos acordos entre empregadores e empregados.
Somos forçados a manter a desconfiança diária e necessária dos narradores como Brás, Bento e Aires que pertencem a elite e vivem na periferia do capitalismo. Mas, nos resta questionar que contará ou quais versões prevalecerão para narra as histórias de Prudêncio, Capitu ou ainda dos escravos de Santa-Pia?
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