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![]() Minha poesiaMinha poesia é doente. Tem febre, tosse e dor nas costas. Minha poesia é azul claro... as vezes brinca com as nuvens e as vezes foge dos raios e emite trovões para apavorar os desleixados...
Abandonei minha alma no corpo, no alpendre, na linha do horizonte. Minha consciência é vaga... Oscila conforme os ventos. Floresce sem ser na primavera No outono, as folhas cadentes oferecem rimas, trocadilhos e sibilam feito cobras...
Minha poesia é doente. É patética. Ri de si mesma. Chora sem ter lágrimas E, faz lamúrias sem ser diante do muro... Peço perdão. Redenção e, por fim, entrego-me plena nas reticências da tarde. Na ampulheta da sala. Ou pior, no piso frio de mármore.
Minha poesia é melodramática. Grita sem produzir ruídos. Chora sem ter lágrimas Pensa sem ter lógica... O que ela faz? Apenas divaga... Apenas apaga qualquer resquício de humanidade.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 25/08/2025
Alterado em 25/08/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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