A poesia que há em mim, reverencia a poesia que há em você
O lirismo piegas que há em mim, cumprimenta o seu lirismo.
As reticências poéticas.
Os suspiros mágicos
E, as tosses no meio da noite
a emitir fonemas obscuros de um pulmão envelhecido.
Todos os dias, os ventos uivam poesias.
As chuvas regam poesias.
Os rios carregam poesias.
As montanhas coroam poesias.
E, os passos ritmados dão cadência a poesia.
Somos poeticamente humanos.
Somos humanamente poéticos.
Há um poeta oculto em todos.
Na alma amargurada.
Na lágrima ressentida.
E, nas palavras caladas no coração.
De quem observa tudo sob a mira do tempo.