O Guarda-Livros
O Guarda-Livros
Phelippe era guarda-livros que atualmente corresponde ao contador da Fazenda Presságio pertencente ao Coronel Belarmino Fortunato que era temido e até odiado por muitos de sua região. Phelippe escriturava todo o movimento
financeiro da Fazenda que explorava pecuária de corte. O Cel. Fortunato possuía um único filho com sua mulher Sophia que faleceu cedo aos quarenta anos. E, então o Coronel criou sozinho o filho Bernardo com a ajuda da criadagem. Mas, ele não era o filho que desejava, pois era mimado, relapso e imaturo. Naturalmente, com o passar dos anos Belarmino se aproximou muito de Phelippe tanto que até o contemplou com um quinhão no testamento, e o fez prometer que quando ele falecesse, ajudaria seu filho a administrar a Fazenda. No entanto, Bernardo apenas contava o tempo para se livrar da fazenda, pois almejava viver na cidade grande, mais precisamente, em São Paulo. O coronel pegou uma gripe severa que virou pneumonia dupla e, veio a falecer aos oitenta e dois anos. Bernardo, então, virou para o guarda-livros e pediu que providenciasse logo uma avaliação da Fazenda com tudo que tinha dentro, de porteira fechada pois desejava vendê-la. O guarda-livros tentou em vão dissuadi-lo, e lembrou dos últimos pedidos de seu pai. Enfim, a Fazenda Presságio deixaria de ser da família Fortunato. Phelippe tinha um quarto da fazenda, fez um empréstimo, junto todas suas economias, e conseguiu comprar de Bernardo a Fazenda. Doravante, a fazenda seria do Coronel Guarda-Livros.