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![]() Era um amor crucificado. Cheio de sacrifícios. Silêncios que cortavam o vento. Palavras que limavam o pensamento. Amar você era um ritual bárbaro. Seco, direto e contundente. Por vezes, sentia que amar você era abdicar-se, de mim, dos outros e de tudo. E, no claustro do amor, a paixão pulsava doente. E, um dia, subitamente ela deu seu último suspiro. Não se despediu. Não escreveu uma carta. Não traçou um plano. Nem arrumou a mala. Simplesmente partiu, andando sobre as reticências bêbadas da tarde. Veio a noite e com o breu das estrelas, lembrei desse amor. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 16/02/2025
Alterado em 16/02/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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