A tarefa mais importante da vida é construir afetos. Além de buscar e encontrar todas as barreiras dentro de si mesmo. O amor não significa encontrar a pessoa perfeita. A cara-metade. O amor como uma força natural é entender as perfeições e imperfeições. As harmonias e os paradoxos. E, só se consegue construir o amor, através de afeto. De vínculos pequenos como o orvalho da manhã mas que já promete a beleza da primavera. Uma pessoa sem amor e sem afeto apenas existe e não vive verdadeiramente. Não se trata de mero sentimento. É uma verdade enraizada na
alma humana. Devemos amar o máximo de vezes possíveis. Há sofrimentos? Sim. Há decepções? Também... mas sem essa aprendizagem, somos corpos vazios em busca de semântica. Somos auras sem valor. Ou espectro daquilo que poderíamos ser, se apenas nos aventurássemos a ser humanos. Humanos demasiadamente humanos. Amamos, desamamos, esquecemos, tropeçamos e, depois, é hora de amar novamente e reciclar tudo... como se pudessémos reconstruir a vida, em novos caminhos...