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![]() InerteNa minha inércia há o silêncio-monumento. Palavras crocantes e coloridas. Pontuação inexistente. Respiração interrompida.
Na minha inércia Minha infância passa como um filme Low-profile. Fui uma criança diferente
Minhas brincadeiras questionavam tudo. O azul do céu e a raiva do vizinho. Algumas pessoas me assustavam. Outras passavam feito o vento. E, outras tantas eram apenas guerra, pólvora e destruição.
Conheci a misericórdia. Questionem os motivos íntimos. Entre no ciclo perguntador. Mas, na inércia nada acontecia.
Construía um mundo particular. De portas invisíveis. De cofres indecifráveis. De poesia estática.
A rima mágica. A ginga trágica O poema frágil a derreter-se publicamente.
Algumas pessoas, eram parte da poesia. Outras, eram a oposição. Eu, a margem de tudo. Em inércia transcendental percebia a curva, perdoava a reta que conhecia o infinito e eu, na inércia morria de inveja.
Inerte. Silente Titãs, sereias e dragões. E, tudo que queria era ser apenas humana caucasianamente humana, etnicamente humana, religiosamente humana. Como se fosse possível escapar da irremediável natureza do ser...
Escapar da combustão. da explosão, da mediação interminável do inerte. Reticências Confidências sufocadas em linhas tortas. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 05/02/2025
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