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![]() Saudade daquele sol de manhã. Da brisa e do orvalho na roseira Do despertador barulhento. De ter fé terçã.
Saudade do uniforme. Da saia plissada e o cinto forrado. Da estrela em forma de broche. Deixando-me condecorado.
Adorava ser normalista. Aliás, a escola era o segundo lar. A bibliotecca um pequena paraíso. Na conturbada vida lá fora. Nos livros, tudo era possível. Inclusive o direito de ser ímpar. No ônibus lotado. No suor amaldiçoado. E. na pressa infinita. Num viver açodado.
Minha memória arquiva saudades infinitas e se esquiva das dores de crescer.
Saudades do apontador de lápis. De escrever alinhadamente. Minhas pobres poesias Que rimavam com alegrias ínfimas.
Saudades de ter saudade. De suspirar em reticências De observar as essências se misturarem, evoluírem e, deixar tudo em plena liberdade
Para nascer, crescer e morrer. E, ter dignidade. Porque somos finitos. Porque somos incompletos. Principalmente, os prematuros Que nasceram e expulsaram-se do ventre materno na sede de vida, na sede infinita de sobreviver. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 28/04/2024
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