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Quixote é eterno. Tanto que não morreu. E, Cervantes e Quixote, criador e criatura se perdoam e se fundem. Pois de um lado, o Cavaleiro da Triste Figura que insiste em ser sonhador e, de outro lado Sancho, o fiel escudeiro, com sua visão realista. Num dia quente e árido de outubro de 1614 morreu Alonso Quijano, assistido por sua jovem sobrinha, pela fiel ama e, rodeado dos melhores amigos. No mesmo dia, à tarde, foi enterrado tendo como plateia todo o povoado. A preciosidade de Dom Quixote estava em suas fantasias e loucuras enquanto travava Mas, na sua alma estava latente toda a eternidade. Ao lutar contra os moinhos de vento, o Cavaleiro nos alerta sobre a errônea percepção do adversário e de um cenário... na substituição da mão humana pela mão das engenhocas. Não se trata de uma luta inútil. Afinal, do que vale a vida senão lutar e lutar até que a paz, finalmente, seja decretada pela morte. Quatrocentos e dezoito anos depois de publicada a obra de Miguel Cervantes, concluímos que a paixão é espécie de loucura permitida e graças a ela, nossos sentimentos conhecem o infinito e imantam o tempo. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 20/03/2023
Alterado em 20/03/2023 Copyright © 2023. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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