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![]() Eis a questão, é a mais célebre frase dita por Hamlet durante o monólogo da primeira cena do terceiro ato da peça Hamlet de Shakespeare. Questiona-se em viver ou morrer. A existência humana é repleta de tormentos, angústias e sofrimentos e, a dúvida do príncipe da Dinamarca é se será melhor aceitar a existência como a sua dor inerente, ou então, acabar com a vida. Enfim, o dilema de Hamlet é agravado pela possibilidade de sofrer eternas punições por ser um suicida. É questionamento existencial amplo, pois além da vida ou da morte, questiona-se a própria existência. É sobre o agir, tomar a ação e se posicionar ou não diante dos fatos e acontecimentos. Diante a hesitação, assistem escondidos toda a ação, o Rei Claudius e Polônio. A caveira que Hamlet segura é do bobo da corte Yorick, um dos mais lúcidos personagens... Tupi or not tupi, that's the question foi a frase lançada por Oswald de Andrade em Manifesto Antropofágico em questionamento sobre a cultura brasileira e sua raiz numa sátira ao criar trocadilho com a frase anglofônica de William Shakespeare. Nesse sentido, é referido como "o trocadilho dos trocadilhos". E, divagando sobre a morte, pensando como todos, sejam reis ou bobos da corte, que ora se tornam uma caveira e, depois, serão cinzas. Aliás, o crânio humano é constante figura nas pinturas do século XVI Vanitas, na Europa sendo uma específica natureza morta, juntamente com relógios, ampulhetas e frutas em decomposição, a mostrar a efemeridade e o vazio da vida. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 15/09/2022
Alterado em 01/03/2023 Copyright © 2022. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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