"O conhecimento é o mais potente dos afetos: somente ele é capaz de induzir o ser humano a modificar sua realidade." Friedrich Nietzsche (1844?1900).

professora Gisele Leite

Diálogos jurídicos & poéticos

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Será que o tempo existe?  A física está em crise e, no derradeiro século, procuramos explicar o universo com duas teorias físicas muito bem-sucedidas: a da Relatividade Geral e a mecânica quântica. Essa, descreve como as coisas funcionam no mundo, que incrivelmente pequno número de partículas e interações de partículas. Enquanto a relatividade geral descreve o quadro geral da gravidade e como os objetos se movem. Mas, não se preocupe, pois mesmo que o tempo não exista, nossas vidas continuarão normalmente.

O conceito que a ciência elaborou sobre o tempo sofreu várias mudanças ao longo da história da humanidade. E, a primeira teoria é a que se denomina habitualmente de física clássica e, que Isaab Newton enunciou em seu livro Philosophiae Naturalis Principia Mathematica. Nesta, o tempo é deterinado pela relação entre velocidade e o espaço percorrido. Todos conhecem a fórmula: V=S/t. Portanto, o tempo é uma magnitude absoluta, será o mesom independentemente do observador que o mensure. Em princípios do século passado, Albert Einstein, publicou um artigo que mudaria totalmente nossa visão do mundo. E, uma das mais relevantes conclusões de suas teorias foi que o tempo não é absoluto, e sim relativo e dependente do observaedor. E, assim, Einstein expunha na sua teoria da relatividade que há uma constante universal que é a velocidade da luz, a qual se mantém invariável e, isso nos
permite chega a algumas conclusões. Que o conceito de espaço e tempo muda relativamente às definições de Newton. Pois, para este o espaço não era um conceito absoluto e dependia do observador, mas o tempo sim.
Uma viagem à velocidade da luz percorreria um espaço variável (para um viajante que vá no feixe de luz o percurso seria diferente do de um externo) num tempo bem definido. Por isso, a velocidade para os diferentes observadores será diferente. Einstein dizia que a velocidade da luz é absoluta e por conseguinte não depende do observador. Isto leva-nos à conclusão de que, dado que o espaço é relativo e diferente para cada observador, o tempo deve sê-lo do mesmo modo. A relatividade especial, não parecia consistente com a teoria da gravitação de Newton. Este problema ocupou Einstein durante alguns anos, até que em 1915 conseguiu reconciliá-las na sua teoria da relatividade geral. Esta teoria descobria que o espaço e o tempo estão intimamente ligados. Com efeito, a gravidade tem uma influência directa no tempo. Desta forma, poderíamos dizer que o movimento parabólico dos planetas equivale a um movimento rectilíneo na estrutura espaço-tempo, os planetas seguem o que se denomina de geodésica. Seguindo esta linha de raciocínio, chegamos à conclusão de que o tempo corre mais lentamente quanto mais próximos de um objecto maciço nos encontrarmos. Com efeito, pode-se confirmar empiricamente que há um desvio entre um relógio situado ao nível da superfície terrestre e um que se encontre afastado dela. Este efeito tem repercussão por exemplo nos sistemas GPS. Os relógios dos satélites adiantam-se relativamente aos situados na superfície terrestre de acordo com os parâmetros definidos pela teoria da relatividade geral.

O filósofo grego Parmênides (530-460 a.C.) defendia que as transformações que observamos no mundo físico resultam de nossa percepção, de um processo mental. Elas, de fato, não ocorreriam. Para ele, a realidade seria indivisível e destituída do conceito de tempo. Para Platão (427-348 a.C.), o tempo nasceu quando um ser divino pôs ordem e estruturou o caos primitivo. Portanto, o tempo – de importância menor, por pertencer ao mundo das sensações – teria origem cosmológica no pensamento platônico.

Ainda entre os gregos, Aristóteles (3 a.C.) fez investigação sistemática do tempo. Para ele, esse conceito – cuja mensuração seria tarefa da alma – estaria relacionado à ideia de movimento, de mudanças na natureza: “O tempo é a medida do movimento segundo o antes e o depois”. Portanto, sem movimento, não haveria tempo.

Na Idade Média, Santo Agostinho (sec. 4), em sua obra Confissões, retomou a tradição aristotélica ao associar o tempo com a própria vida da alma humana, se estendendo tanto para o passado quanto para o futuro. Segundo ele, haveria três tempos: o presente do passado (memória); o presente do presente (intuição); e o presente do futuro (esperança).

Um dos maiores (senão o maior) problemas da ciência atual é a aparente incompatibilidade da relatividade geral com a mecânica quântica. Isso leva alguns físicos a questionar se Albert Einstein estava realmente certo em absolutamente tudo o que postulou nas suas famosas teorias. É que, ao contrário das outras três forças da natureza (força forte, força fraca e força eletromagnética), a gravidade não faz sentido no mundo das partículas.

Em outras palavras, não existe uma explicação para a gravidade na mecânica quântica, e isso deixa os cientistas muito confusos. Se todo o universo pode ser explicado através das partículas fundamentais (bósons, quarks e fótons, por exemplo), por que a gravidade seria uma exceção?

Algumas hipóteses tentam preencher essa lacuna, muitas delas por meio de uma nova teoria da gravidade quântica. Entre estas, os físicos buscam uma partícula fundamental da qual a gravidade surge, do mesmo modo que a luz surge dos fótons.

Uma das partículas hipotéticas candidatas é o gráviton. Se ele existir, deve ser um bóson com massa de repouso igual a zero e que sempre atrai a matéria — nunca afastando. Mas ainda não foram encontradas evidências de partículas com as propriedades previstas para o gráviton.

Ainda assim, ele pode existir. Ou, talvez, a gravidade seja feita de outra coisa, como sugere a Teoria das Cordas, a ideia do espaço-tempo modular ou do espaço-tempo feito de “pixels”. Todos eles estão igualmente sem nenhuma evidência para comprová-las — aliás, ainda nem sequer existe tecnologia para testar essas hipóteses.

Outra hipótese é a Gravidade Quântica de Loop (LQG), que sugere um espaço-tempo feito de uma série de loops entrelaçados em escalas mínimas de tamanho. Eles seriam tão pequenos que apenas perceberíamos na escala de Planck, ou seja, algo como um trilionésimo de um trilionésimo de um trilionésimo de um metro. da seguinte forma: na relatividade geral, o espaço e o tempo são uma coisa só, uma espécie de “tecido”, e a gravidade é a maneira como os objetos interagem com esse tecido. Mas se houver algo como o gráviton ou os loops gravitacionais, a gravidade se torna independente do espaço-tempo.

GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 01/07/2022
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