"O conhecimento é o mais potente dos afetos: somente ele é capaz de induzir o ser humano a modificar sua realidade." Friedrich Nietzsche (1844?1900).

professora Gisele Leite

Diálogos jurídicos & poéticos

Textos


Amores fenecem. Encantam, desabrocham e fenecem... O príncipe vira sapo. E, a princesa vira bruxa. Amores fenecem, desaparecem e pulverizam-se diante da retina dos olhos. Diante da rotina dos fatos. Diante de retas, curvas e ângulos improváveis. Amores e paixões são como raios fugidios. Logo depois do clarão, seguem-se as trevas. Na profundeza das sombras agonizam e são ignorados até desaparecerem plenamente. Se os amores fenecem, os afetos são para sempre... moram em olhares, sorrisos e, nos corações românticos. Que vibram diante da gota do orvalho. Da chuva na manhã fria e, no arco-iris a destilarem a poesia colorida em sete espectros. Os afetos nos guardam para o infinito e para  a eternidade. Entre os amigos há afeto. E, cogitam alguns que há também entre os inimigos. Os protagonistas do amor e do ódio se encontram na paixão rotineira de amar ou odiar. Se atraem e se repelem na busca de se entenderem e se encontrarem numa paz imaginária, construída de açuçar ou de lágrimas. Amores fenecem o tempo todo. E, reconstruímos. E, caminhamos a beira do abismo, para desafiar a morte e, cultivar a esperança.  Assim como as reticências que tudo dizem sem nada mencionar... No fundo, não desejamos que os amores feneçam... nem que afetos se distanciem, mas toda a existência da vida está no sentido de sentimentos, na ênfase das palavras e, principalmente, na prosa poética de sobreviver diuturnamente. E o sol no horizonte que desenha o caminho para luz e conhecimento.
 

GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 01/11/2021
Alterado em 02/11/2021
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