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![]() Metáfora azul
Havia um trem azul. Um infinito incendiário. Havia nuvens repletas de silêncio.
Somente você adornava o momento. Naquele balneário repleto de semântica e sentimentos envelhecidos.
Sob o canto dos pássaros. A cotovia nostálgica. E, uma gota de gim naquela Coca-Cola.
Aquele bolero... Dois para lá... Dois para cá... Uma matemática romântica sem geometria. E, com muito trigonometria. Ângulos retos e obtusos.
E, uma aresta de luz sobre seus olhos faziam refletir seus cílios sobre o verde de seus olhos.
Não havia palavras. Nao havia fonemas. Nem confissões. Os espartilhos apertavam a alma. O coração açodado corria para disfarçar...
O que foi amor um dia? O que foi afeto para sempre? O que foi, não é mais, nem será...
Tudo é tão transitório. Transmetafísico... Suas mãos suavam... E, tremiam em gesticular um discurso em que não acreditava.
Por que o desamor? Por que desatar os nós? Por que existe o cais, se há a imensidão do mar?
Azul. Intenso Infinito.
Esse era meu bilhete. Azul, da caneta bic. Intenso, a letra firme no papel. E, infinito... metade das palavras confessavam o que não expressava...
Era um enigma. Um paradoxo. Ou apenas mais uma metáfora. Da vida humana. Mais uma simples e reles metáfora azul.
Cianótica de realidade. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 20/10/2021
Alterado em 20/10/2021 Copyright © 2021. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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