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![]() Deixo o mistério intacto.
Em sua aura de silêncio e suspense. O silêncio percorre, vagarosamente, o fato. Espero com ar indiferente. Minha respiração ofegante padece na esperança de mais oxigênio. Mas, viver é extenuante. Enquanto permaneço esfregando a lamparina a espera de um súbito gênio... Ah, a magia morreu. Os sonhos feneceram. As alegrias se jogaram no abismo. E, na dinâmica dos tempos giram angústias, dúvidas e cinismo. O que esperar? Para quê esperar? Só aguardo mais uma dose de lirismo misturado com conhaque. para embriagar a saudade que percebe sozinha, que aqui você não está. Deixo o mistério intacto. A corroer as certezas. A aparar as arestas. A navegar em insanas correntezas. E, a ter intuições funestas. Sigo a imaginar um plano macabro. Acender o candelabro e deixar incendiar toda tristeza no pavio irrito que não finda com a incerteza. De permanecer vivo e apenas à espreita. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 22/08/2021
Alterado em 27/09/2021 Copyright © 2021. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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