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![]() Eu só tinha lágrimas
Não havia palavras, nem fonemas, nenhum som. O silêncio navalhava minha alma. Sentir sua falta. Lembrar que viveu muito e, simplesmente, morreu. Como dói essa finitude terrena. Esse corpo que apodrece. Essa alma que transcende. Há flashes vívidos de sua presença. Suas brincadeiras e, principalmente, sua ternura. Tudo é breve. É passageiro. Ocupamos um reles planeta que tem mais água do que terra firme. Um minúsculo corpo imerso em universo imenso. Numa pequena galáxia. Não somos o centro do universo e, o que nos ilumina é uma estrela de quinta grandeza. E, quando, enfim, acreditamos que possuímos racionalidade, eis que descobrimos que somos mesmo governados pelo inconsciente. Eis que o tempo nós faz aprender sobre a eternidade. A perenidade de instantes mágicos. É preciso ouvir os conselhos dos ventos. É preciso ouvir as promessas dos sonhos. E, fincar a semente em solo fértil. Ainda bem que tinha as lágrimas Minhas companheiras de aprendizagens contínuas, sucessivas e ternas. Eram lágrimas de ternura eterna. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 31/05/2021
Alterado em 03/06/2021 Copyright © 2021. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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