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![]() Cinco gotas de poesia Dez gotas de lirismo. Um papel. Um lápis ou caneta. Ou simplesmente uma boa memória. A rima é opcional. A assepsia é facultativa. Há banhos de lua. De romantismo discreto. De pragmatismo abjeto. De cólera dos ofendidos. Da indignação dos insubmissos. Quebramos grilhões. Algemas. Superamos torturas. Isolamentos, distanciamentos e solidão. Matamos vírus, bactéria e besterol. Lavamos a mão com vasenol. A poesia salva. Homeopaticamente. Algumas gostas sutis faz-nos renascer mais humanos. Mais sensíveis. Mais plenos e integrados à natureza Faz de um, ser um pouco de todos. Faz de um único ser, tornar-se absolutamente diverso. E, o diverso ser único. E, por vezes, o diverso ser perverso. Atravessando a poesia com palavrão. O único a rir da chuva. O único a chorar pela primavera. O único a entender o outono. E, talvez o único a apreciar o frio das geleiras, dos icebergs e, se sentir feliz com tudo isso. Como se curasse a dor de existir. P.s. Drummond se formou em Pharmacia em 1925. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 06/10/2020
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