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![]() Vou-me embora para Brasília
Lá tem poder à vontade. Tem planalto central Tem bizarrice nacional. Vou-me embora para Brasília. Lá na terra candanga Vou entranhar-me no cerrado Conhecer o lago artificial. Vou-me embora para Brasília. Escrever uma novela trágica. Quebrar a varinha mágica. E cair na real. Realidade crua. Realidade nua. Sem avental ou paradoxo. É só o enxame siderado de corpos perdidos à procura de almas-âncoras. Vou-me embora para Brasília. Terei tudo que desejar. Até a saudade da minha terra natal. Irei dormir em posição fetal. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 28/09/2020
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