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![]() Em branco no preto.
Fim da noite iluminada. Breu das trevas silenciosas. Lágrimas desidratadas mancham a face. O morcego caça impiedosamente. Seus voos rasantes e certeiros Surpreende a presa. A presa velha e fraca Ou um filhote moribundo. Morrer é sempre peculiar das presas. E matar é próprio dos predadores. Não há corpo sem alma Não há vento sem liberdade Não há tempo para impunidades. Não há acaso e nem dispersões. Meu olhar míope passageiro percorre a paisagem solertemente Detalhes borrados. Perímetros estimados. Há uma confissão solene. Do branco da luz para o escuro da íris. Nem tudo é bicolor. Nem tudo é bipolar. Nem tudo é bípede ou feito em pares. A poesia é ímpar. A poesia é solitária. Escarnece sua existência num último momento fugidio. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 14/09/2020
Alterado em 14/09/2020 Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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