![]() |
|
![]() O poema estava ali
no branco da folha deitada completamente entregue ao infinito silêncio esperando a sombra das palavras, as rimas incertas e o lirismo paradoxal. O poema jaz intacto na gramatura da folha, urdido nos sussurros. Jaz no zênite luminoso sobre as cabeças, sobre a lógica inexpugnável. sobre a mão que o escreve. Mão que é vassala. O poema é o senhor soberano e telepático. Na verdade, é psicografia pura. As sensações percorrem o corpo inteiro e aportam nas mãos em forma de caligrafia no premido da tinta no papel, nas curvas das letras e na delicadeza da vírgula. Vãs ilusões. Devaneios múltiplos. Visões fantásticas Viagens enigmáticas. Tudo é possível pelo poema. O poema enxerga a alma. Acaricia o corpo e adota o infinito. Virá ao encontro marcado? Cumprirá sua sina? Será pontual? Marcará a cadência humana? Ou apenas revelará que já estava posto. Mak tub - estava escrito Conclui que tudo foi apenas um ensaio prévio. Para anunciação certeira da poesia inescapável do presente.. Breve. Sólido. E, pleno. O poema permanecerá ali. Dinâmico e estático. Ansioso e pacífico. Aguardando que Pandora abra a caixa... E, conheça tudo que vier. Poeme-se. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 01/09/2020
Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|


