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![]() Tua memória
uma remissão poética Engastada nos cantos, Nas gavetas Arquivadas na vida é Seus pesares. Tua memória onírica Repleta de angústia, De lágrima desidratada Da ansiedade escorrendo Por ceias hipertensos Nada resta Somos escravos Com grilhões invisíveis Fadados a perseguir a sina Inconsciente, cega e Estúpida. É irremediável O fim e a versão aos quais estamos submissos Nada resta A não ser o que registramos a tinta, Por fonemas ou Bravatas inflamadas. Interpretamos tudo Desde o vapor d'água, o orvalho de manhã, O silêncio dos olhos, A fala das estrelas E o romance da lua. Enquanto o tempo Nos torna breves E longo o suplício De existir sob Misericórdia e perdão. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 28/08/2020
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