"O conhecimento é o mais potente dos afetos: somente ele é capaz de induzir o ser humano a modificar sua realidade." Friedrich Nietzsche (1844?1900).

professora Gisele Leite

Diálogos jurídicos & poéticos

Textos


Há palavras inocentes que, no entanto, almagam origem obscena. Já se conhecem palavrões que em geral se originaram de termos inocentes, mas o
efeito oposto igualmente acontece.

É o caso de palavras que brotaram de metáforas sexuais, e, com a evolução da língua no tempo, ou por terem origem em idiomas estrangeiros, acabaram sendo ditas na mais pura inocência.

A orquídea através do olhar moderno e, presente também em metáforas artísticas, sendo a flor que se identica com anatomia feminina. Mas, os gregos viram outro sentido. Em grego orchis, significa testículos. Pois, as raízes de algumas orquídeas têm formato que lembra essa parte do corpo.

Baumilha fora apresentada aos espanhóis pelos nativos e, já apelidaram de vainila, diminutivo de vaina (em português, bainha). Aliás, vaina tem origem na palavra latina vagina que também significava estojo ou bainha (que cobria a lâmina de uma espada). E, a explica é que a planta envolvia e abrigava os grãos.

A palavra seminário advém do latim seminarium, que singifica viveiro de plantas. E, por sua vez, tem origem noutra palavra em latim, semen, que significa semente e, também originou o termo em português sêmen. A ideia é que, em um seminário, são semeadas ideias e conhecimentos.

Porcelana palavra de origem italiana porcellana, que se refere às conchas de búzios, devido a aparência lisa e brilhante. Porém, a raiz da palavra deriva de porcella, que pode ser literalmente traduzido como "porca jovem". Porque alguém, notou a semelhança das conchas com a vulva do animal.

O abacate é oriundo de awakalt que na língua asteca Nahuastl significa testículo. E, a semelhança é óbvia. Desculpo-me aos fiéis apreciadores de vitaminas e guacamoles pela informação etimológica.

A palavra punk fora utilizada primeira vez na Idade Média, por Shakespeare e, mesmo nas suas obras utilizaou a expresssão taffety punk para as prostitutas
bem trajadas da época. E, com passar dos séculos, passou então, a designar rufião, um desviante sexual amsculino e, daí, para designar qualquer pessoa
desprezível. Depois, com o surgimento da subcultura punk que significa ainda jovem desprezível.

Recuar é derivado do espanhol recular, rinculare (italiano) e reculer (francês) que, por sua vez, vem da palavra latina reculare, literalmente significando andar com traseiro (culus) para trás.

A palavra "babaquice" vem do termo africano, de origem bantu, usado para se referir forma vulgar do órgão sexual feminino. Era considerado há pouco
tempo como palavrão. O termo é derivado e indicava o ato de focinhar a babaca. Ou seja, fazer sexo oral em mulher. Algo que os homens do passado achavam uma babaquice. 

Já a palavra "coitado", por sua vez, nada tem a ver com coito, vem do latim coctare, derivada de cogere, com significado de forçar.

Testemunha: o latim testis significava tanto testículo quanto testemunha. Mas a teoria mais aceita é que essa palavra tenha vindo do proto-indo-europeu thrists, “terceiro”. A terceira parte no processo. É o testículo que deriva da testemunha, pois “testemunha” a masculinidade de alguém. Na Antiga Roma registra-se que quando se jurava dizer a verdade, colocava-se a mão sobre o lugar onde se situam os testículos.

Bacana é palavra que não vem de bacanal, mas do espanhol argentino bacán, o chefão, o poderoso. 

Aporrinhar: de bater em alguém com uma porra — não é uma palavrão, mas o nome de uma arma medieval. Aliás, porrete é diminuitivo de porra, também chamada de clava ou maça. Uma arma contundente, que só se tornou palavrão por metáfora, bem depois.

 
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 26/05/2020
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