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![]() Improviso A vida não é improviso do acaso. As dores. As carências. Os erros e equívocos. As mágoas e os misteriosos silêncios Que adormecem entre prateleiras. Ao retirar o pó. Ao retirar os ácaros. Ao limpar o tangível. Resta a alma poluta no lamaçal das lembranças. A alma que nos guia entre desertos. Entre penúrias e fiascos. Resta a alma inscrita no corpo. Esculpida entre tosse, espirro e escarro. Entre secreções. Entre segredos insondáveis. Entre o visível e o invisível. Impromptu Na escala ascendente que insiste nos bemóis Ou na descendente que tropeça nos sustenidos Como se gagajasse na récita do poema. Nem sempre existirão rimas. Nem sempre existirão pares. Nem sempre existirão sombras E o oásis. As agruras sorvidas são aprendizagens. Regadas por lágrimas e sepultadas em paixões frustradas. Minha paixão pela luz, pela razão cartesiana, pelos paradoxos paralelos e latentes, pelos questionamentos que jamais ousamos responder. Impromptu Uma maratona de ideias para descansar na maturidade de nervos retesados. Tudo é improviso pois definitiva é apenas a morte. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 26/03/2020
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