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![]() O vento uivava
feito um lobo doente os pensamentos pingavam por lágrimas, escorriam por suores frios e, reverberaram em calafrios A chuva se avizinhava em nuvens
cinzas empretecidas Precisava chorar sozinha
Lamber as minhas próprias feridas. Reverenciar minhas cicatrizes Como monumentos à sobrevivência. No silêncio profundo encontrava as palavras, o lirismo brejeiro, dependurado pela cortina rendada... depois, uma brisa com cheiro de outono O cheiro doce das frutas
O brilho tímido das pérolas O ranger da gaveta. E, tudo era despedida. A porta que se fechada. O sol que se punha. E os ventos a uivar insanos procurando por almas para guiar. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 21/02/2020
Alterado em 21/02/2020 Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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