"O conhecimento é o mais potente dos afetos: somente ele é capaz de induzir o ser humano a modificar sua realidade." Friedrich Nietzsche (1844?1900).
professora Gisele Leite
Diálogos jurídicos & poéticos
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A música é intitulada "A Fábrica do Poema" de Adriana Calcanhoto que me impressionou pelo intenso lado poético e lírico. Particularmente, a estrofe: "Sonho o poema de arquitetura ideal. Cuja própria nata de cimento. Encaixa palavra por palavra, tornei-me perito em extrair. Faíscas das britas e leite das pedras"(...), fiquei a pensar exatamente na nata de cimento que gruda as palavras, que unem semânticas e faz do lirismo um grito de socorro e agonia. E, na necessidade intensa em extrair dessas palavras e das pedras faíscas e leite... No fundo, os poemas são alimentos para o espírito que erguem os corpos em direção a sobrevivência. Por vezes, vamos aos poucos poluindo de pensamentos, e polindo os verbos e adjetivos, até tangenciar a semântica. E quando acertamos o alvo... instaura-se uma paz infinita. Como se fosse voar, se libertar de tudo e todos... flanamos na vida, procurando sentidos, vetores, interpretações, contaminamo-nos de cores e, depois, num ciclo fatal, desconstruímos... até novamente adentrar a catedral sob a regência de preces e metonímias, aliterações, metáforas e oximoros.  Precisamos descobrir sob qual máscara retornará o recalcado? Precisamos ler livros e almas e, embrenhar-se na densa floresta do ego e do inconsciente. Descobrir-se. Descobrir o outro. Descobrir aqui e além. E, depois reconstruir-se... como se fosse possível ser a fênix de todos os dias. Essa é a redenção... um sinal verde para a poesia.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 05/02/2020
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