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![]() O meu ponto cego enxerga o outro.
O avesso. O paradoxo. Pois estamos sozinhos e pensamos estar acompanhados. O meu ponto cego enxerga o outro O outro lado. O outro avesso. O outro convexo. O outro paradigma. Não faço censura. Não risco palavras. Não declino verbos E uso substantivos como se fossem sabonetes. Até o fim... Ou então até ficarem tão ínfimos que não vou mais sentir. Meu olho sensitivo tem premonições de tempestades, tem terremotos ou tragédias naturais ou artificiais. Tais como ter crise de consciência. Ter crise de sanidade. Crise situada no meio do caos É quando a lógica é dialética. E a dialética é dual. A de quem fala e a de quem ouve. A de quem é dominado. A quem é gado. E, a quem é o pastor. Nas pradarias. Nos pampas. No cerrado. Na caatinga O gado e seu olhar infinitesimal. Meu olho cego é mímico E finge tão completamente que quase vê o imaginário do outro. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 06/11/2019
Alterado em 07/11/2019 Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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