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"O conhecimento é o mais potente dos afetos: somente ele é capaz de induzir o ser humano a modificar sua realidade." Friedrich Nietzsche (1844?1900).
professora Gisele Leite
Diálogos jurídicos & poéticos
Textos
Democracia

A velha democracia já contou com dois filósofos gregos de grande importância: Platão e Aristóteles. Enquanto que para Platão a vida ativa da ação na política deveria estar submetida à vida contemplativa, do pensamento, porque este era responsável pelo conhecimento das coisas eternas e imutáveis.

Já para Aristóteles, a política não podia estar submetida à vida contemplativa, uma vez que a ação lidava sempre o irremediável e o imprevisível.

De fato, a política no Ocidente sempre foi marcada pela experiência grega da democracia. Tudo começou no século V a.C., em Atenas quando um regime chamado democracia porque poder (kratos) era do povo (demos).

Até então, o que se conhecia era a aristocracia, que era o poder na mão de poucos que eram excelentes, ou a plutocracia, o poder nas mãos dos ricos e, a monarquia onde o poder era exercido pelo soberano e, por fim, a tirania que significa o poder manado por um só indivíduo.

Lembremos que o povo possuía significado específico, cidadãos atenienses, ou seja, homens livres que eram eleitos por sorteio para ocupar os diversos colegiados que compunham a esfera pública de Atenas. E cada qual tinha direito à fala e ao voto.

Mas, havia dois grupos eram excluídos do povo, as mulheres e os escravos. Essa exclusão não era paradoxal pois acreditava-se que deveria haver uma separação entre a esfera doméstica e a esfera pública da política de Atenas.

Os escravos e as mulheres ocupavam-se exclusivamente da esfera privada, da casa (oikos). Explicou Aristóteles em sua obra “A política”, o fundamento de esfera pública é a esfera doméstica, da oikonomia.

Afinal, para que o ateniense dispusesse do tempo e das condições físicas para participar das decisões coletivas. Assim, era preciso haver ócio para que o ateniense não precisasse se ocupar com atividades produtivas.

Os donos das terras, dos escravos cuidavam da produção da alimentação na lavoura, enquanto as esposas, concubinas, filhas escravas, domésticas, das outras atividades necessárias à sobrevivência, cabendo à esposa a administração de toda dinâmica.


 
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 11/10/2019
Alterado em 11/10/2019
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