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![]() Acreditando nos afetos casuais
Nos olhos que faiscam perdidos no horizonte Nas almas vacantes que procuram um corpo ou um cais. Acreditando nas ondas que trazem os ventos Nos sussuros implícitos Nas dores profundas E no aprendizado constante. Há reticências escorregadias naquela esquina Há o risco eminente de morte, a tragédia nos espreita em quase todos os lugares No alçapão há segredos dormentes Há mistérios indecifráveis Esfinges loucas que imobilizam os sonhos No alto da pirâmide a lua contempla meus paradoxos E, revela em minha sombra todos os meus medos Na chave enigmática que abre portas que desrespeita umbrais mas que também fecha-se Resguardo as saudades mais levianas. Cativas de uma juventude, da embriaguez dos hormônios ou da alegria inexplicável Pois está, Pois é, E, em sendo, não se contém pois é jactante... da epiderme até o útero. E depois que arremessada na órbita universal vai se perder nos anéis de Saturno e pedir perdão a Júpiter por ter esquecido de voltar. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 23/08/2019
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