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![]() Cale sobre ti.
Conserva seu segredo. Seu degredo. Enjaula essa alma nesse corpo alvo de dores e hematomas. Quem saberá sobre a chaga que esconde sob as vestes? Quem ateará fogo às vestes? Quem lhe atenderá o último desejo? Se o que sobrou é apenas um suspiro. É um átomo de todo o multiverso. O olfato é um visão estranha Disforme. E, que lhe sussura ao inconsciente coisas impalpáveis. Não consigo enumerar tudo. O esquecimento está em pauta. Permita-me olvidar. Permita-me ignorar a santidade contida na auréola, na hóstia e nos rituais. O pensamento viciado em coisas. Em paisagens e, principalmente, em memórias de um afeto que não existe mais... Só é possível colaborar, colaborar sinceramente para coisas absolutamente inúteis. Que fazem sentido no coletivo, mas, são tão ínfimas quando no singular. Devo confessar todas as vis necessidades. Cometer a inconfidência indiscreta. E trair a verdade simplesmente ao tentar exprimi-la Pois, só o silêncio débil é hábil a confessá-la. Dizer com olhos. Com gestos. Com lágrimas e suores. Benditos os que confiam. Que conseguem confiar. Crer, tocar os céus com preces e súplicas. Na esperança de conformar-se. É como fabricar um paraíso de origami. Quanto mais eu penso, menos creio. Cultuo a dúvida. Avidamente questiono tudo. Busco o distinguir. O embaralhar da palheta. Onde há cores e espectros. Onde há ondas e córregos. E, todos os caminhos dão em Roma. E desaguam nalgum mar. Quero decifrar você, leitor. Como se fosse uma charada. Eu paro. Fico a contemplar-lhe. Decifro e depois, passo adiante Na busca de novo enigma... Pois após achar a chave.. o segredo da porta, não vale mais a segurança que acenava. A verdadeira nudez é da alma. Quando tiramos tudo que nos contorna E, somente somos o que aprendemos ao longo do caminho da vida. Apesar das migalhas. Apesar das pegadas. Apesar dos vestígios. Como dói envelhecer Dói nos ossos. Dói nos remorsos. Dói cada vez mais dormir, repousar e comer. Até que um dia, a dor finalmente cessa. E, vamos integrar outra forma. Aqueles que passaram. Aqueles que existiram. Alguns deixaram legados. Outros deixaram largados um lenço encharcado de lágrimas que secaram pelo tempo mas. não pelo entendimento. Tudo que você vê, é mero interstício do acaso. Tudo é certo e oblíquo simultaneamente. Se sensibilidade lhe dá a ação, o entendimento lhe dá a alma. E a ação da alma é infinita e imortal. Ser escolhido é melhor que escolher. Ter escolhido pode trazer arrependimentos. Mas, no momento seguinte, quando há nova escolha a fazer. A indecisão ou a escolha nova nos parece ser mais interessante do que o arrependimento. A pérgula da memória a manchar de vinho, o que era sangue. Como um fóssil. A mostrar o que era ser vivo E agora é só uma impressão. Quantos morrerão em guerras inúteis? Quantos viverão em vidas intragáveis? De qualquer forma, guerras e vidas se excluem mutuamente. E o que sobra é apenas o poder. E o poder não vale nem um conselho sequer. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 09/07/2019
Alterado em 09/07/2019 Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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