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![]() No céu de Berlim há azul escuro indecifrável. As estrelas por conta do contraste brilham mais. Há uma misericórdia abaixo do ciano Um silêncio de cortar navalhas. Um olhar de culpa estampado nas faces. Não existe mais o muro de Berlim Mas existem almas apartadas Uma chaga divorciante separando pessoas, afetos e histórias... Os tijolos guardados como relicários servem para nunca esquecer a infâmia. Tanta mágoa. Tanto rancor. Tanta agonia represada em silêncios indigestos. E, uma indeferença cortês a nos cumprimentar. Já não há reticências. Não civilidade ou romantismo. As estrelas acenam num imenso universo, repleto de lágrimas e cactus. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 04/06/2019
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