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![]() Minha palavra roçando na sua palavra Retirando gemidos e fonemas incompreensíveis Sucitando sentimentos e desvarios. Meu lirismo bruto amainando a violência tácita encaixadas na trama social. O opressor fantasiado de fada-madrinha. Guia e condutor. Coach e treinador etéreo de manifestações ensaiadas. Longos scripts para personagens montados Velhos paradigmas Grotescos paradoxos E o silêncio enigmático de teus olhos. Minha mente percorrendo corpos Fazendo a leitura de almas desnudas pela ignorância ou ingenuidade. Espíritos transparentes que se movem dentro da cena Sem semântica, ou então, carregando a culpa de ser o que não escolheu ser... Quem dera ter a lascívia sedutora. De desejar seus anseios. De cultuar seus deuses No altar que escolher... E encontrar-lhe em paz sozinhos a tramar contra o destino em meio ao turbilhão do tempo tão contemporâneo. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 10/07/2018
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