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![]() Eis aqui poemas industriais.
Sonhei uma arquitetura ideal onde as rimas se encaixam naturalmente aos sentimentos. Que vão se deitar ao pôr do sol. Tornei-me expert em ler almas e decifrar espíritos vagantes Estamos a mercê do ciclo constante de mudanças e ventos. Há primaveras sem flores. Há flores de plástico Há emoções descartáveis Há fúrias fingidas É uma indignação estarrecida Pois não conseguimos sensibilizr o outro. Os poemas automáticos que surgem em série com a numeração raspada. A erosão do tempo danifica a pele e os corpos Envelhecemos e não ficamos sábios. Ainda buscamos algo que nem sabemos o quê Quem foi que escreveu esse script? O poema se desfaz é final desconstruído é um lego defeituoso que não se encaixa em nada Há pontas inexplicáveis O dodecardro traz apenas multifacetadas imagens. Que traduzem personagens fictícios e ambulantes. Passageiros. Personagens, perfis e estereótipos. O que você realmente apresenta ao mundo? Será mesmo você? Não responda. Apenas reflita. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 13/03/2018
Alterado em 13/03/2018 Copyright © 2018. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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