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![]() Você me pergunta
coisas que não sei como responder. Caço as palavras
com o arco da promessa e a flecha do olhar. Pesco as palavras
como isca coloco alguma semântica, algum símbolo suculento a atrair sentidos e sentimento. Eu luto com as palavras
todos os dias. As vezes elas ganham. As vezes eu ganho. Mas é tão solitário vencer... E ficar em silêncio Com a exatidão das equações. Das ebulições capazes de vaporizar esse lirismo Expectante.
Expectorante. Excitante. Você me pergunta
novos enigmas cunhados na dor e na agonia. E, eu procurando respostas Se é que existem
as vezes um enigma pertence a outro. Porque o mundo é um mar de enigmas no qual afundamos todos os dias. O que realmente boia
é só a ignorância, a vaidade e a poética inscrustada na espuma das ondas. Nos suspiros da juventude
E na brincadeira de crianças riscada na chão... a separar o ceú e o inferno. a divorciar o dia da noite Caço a palavra
com o canhão da memória. De súbito, me recordo da melhor resposta. Mas, somente percebo que o melhor é mesmo perguntar, perguntar e duvidar de tudo e de todos até que a certeza final nos apanhe na rede do tempo. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 26/02/2018
Alterado em 26/02/2018 Copyright © 2018. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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