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![]() Olhos famintos
Comendo imagens Comendo flashes Raios de luz Olhares famintoos Colhendo sentidos. Arrecadanto semânticas Recolhendo vestígios. Placas e avisos. Premonições Olhares famintos
Sedentos Desejando água. Chuvas. Gotas de orvalho e de lágrimas. Suores e transpirações Percorro a fome Encontro carências alimentares e alimentantes Quanto mais se quer. Mais se deseja E, a fome de horizonte. É infinita. Os caminhos não se bastam. Os cais não se bastam. Palavras e silêncios não se bastam. Sua suficiente poesia exprime o seu olhar faminto, seu olho sequestrador. Cuja recompensa é o sorriso ou o enigma. A manter-me preso, ainda que arredio. Dentro dessa existência... Procurando sentido em tudo. Vagando por imensidões ínfimas E saltando entre um e o outro. Duelando com vida e a morte. Até que o desafio seja cumprido. Até que o kharma se esgote. Dor. Sofrimento. Aprendizado E, corte. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 09/02/2018
Alterado em 09/02/2018 Copyright © 2018. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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