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![]() Morre a pétala
que cai flanando no chão de uma primavera. Morre o inverno lentamente E o calor avança derretendo consciências e esculpindo dores. Morre a folha em pleno outono que ao cair cumpre o mosaico do chão. onde os passos são regidos por pegadas e sons. Que venha o sol do verão a queimar nossos rostos. A torrar nossas siluetas que marcadas resistem a intempérie. Procuro sombras, ventos, água fresca e alívios imediatos. Prazeres rápidos. Flashes de emoções instantâneas... Tudo é descartável
Não se consertam mais coisas. Nem se restauram cenários e histórias. Saudade é piegas. Suspiros devem ser asma. E, sonhos, são caravelas naufragadas em devaneio. Perdi a chave da gaveta.
Perdi a chave da porta. Não decifro palavras, frases ou sentimentos. Não leio almas, espíritos ou subjetividades. Tudo é positivamente incerto. Absolutamente paradoxal. Há enigmas tramados pelo tempo. Há segredos encerrados em silêncios. E, na gangorra pendular do tempo.
Ora descemos, ora subimos. Sem galgar o êxtase. Quando finalmente deciframos
o real sentido da vida. É tarde... devemos conhecer a morte. Nos acostumar com o fim. E, rezar para que tudo não tenha sido em vão... Que no vão, caiba todo nosso pobre significado. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 24/01/2018
Alterado em 24/01/2018 Copyright © 2018. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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