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![]() Fim de ano
O ano acabou A esperança não. Os dias no calendário, todos riscados de vermelho. Acontecimentos pretéritos. Memória presente. Dor presente. Alma flanando entre o corpo e a consciência. A consciência lateja... O que poderia ter feito? O que poderia ter falado? O que poderia ser diferente? Mas, existem predeterminações genéticas, históricas e sobretudo emocionais. Poderia ter sentido diverso? E na dispersão dos sentimentos, ter remorsos? Ter saudades incuráveis. Você foi embora. Outras referências desapareceram. O que restou são reticências de fim de ano. Feliz ano novo! Repleto de intenções renovadas. Desejos requentados. Alma higienizada cada vez mais limpa dos registros forçados. Só prevalece, ao final, a natureza atávica de cada ser humano. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 29/12/2017
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