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![]() Magnética
O céu azul limpo sem nuvens O mar azul não tão limpo de parcos peixes E, uma solidão azul presa ao azulejo. Todas as figuras pintadas no azul-rei serviam-se de saudades comestíveis. Aquela fruta. Aquela flor. E a brisa a declamar a primavera em prosa. Aquela rua. Aquele calor a percorrer o corpo em pleno inverno, tal como a poesia. Magnética criatura. A imantar deus, céus e mares. A contaminar olhos, áureas e egos. Uma avalanche de poder a lhe edificar, esculpir, a mão que decide, a palavra que nomina e, o gesto que absolve. Tem corpo era azul feito o céu. Seus olhos traziam tempestades. Confusões. Medos e carências. Atropelavas o silêncio com a gagueira explícita. Abalroava o sólido com o etéreo espírito a impregnar a todos e a tudo. Havia uma epidemia de você no arredor. E, de repente, vc era o azul do céu. Mas, não era o céu. Vc era o azul do mar, com poucos peixes. E, era a primavera contida no cachepot Suas vestes, embrulhavam o cenário. E fazia das poesias pobres atavios a lhe ornar discretamente. Quando anoiteceu. O negro do tempo trazia pequenos brilhos de estrelas distantes. E, ainda de estrelas cadentes. Coriscos desenham planos onde o alvo era o acaso. E, logo depois quando a noite foi descansar. Veio a manhã. De brilho em forma de fogo. No horizonte fendido entre meu desejo e meu olhar. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 09/12/2017
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