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![]() Será que tive escolha?
Ali, naquele corpo. Com aquela alma naufragando na realidade efervescente... Borbulhas genéticas e históricas tramavam a quantidade de oxigênio a ser consumida. Arquitetavam sinapses Promoviam ilusões de ótica. E alguma miopia. Será que tive escolha? Sob o manto emocional de carências óbvias. No berço indulgente de de misturas perfeitas. Tépido alimento a lembrar o útero. Escuro e confortável. E se cegueira for uma forma de visão? E se a transcendência for apenas outra dimensão? Essências vestidas de outra indumentária. Decisões calçadas de outras botas. Tempestades de sentimentos. Furações de fúrias e insulamento. Terremotos de hormônios e libido. Será que tive escolha? Ou fui escolhida pelo acaso caótico da metafísica. Ou fui escolhida pelo som da dialética. Se não tive escolha, foi atávico. Se tive escolha, foi cármico. Caminhos que não escolhi moldaram meus passos. Tempo que não busquei harmonizou meu metabolismo. Só poderia existir assim. Nesse corpo. Nessa alma. Mixando metafísica e dialética. E a filosofia metamática dos dias. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 06/12/2017
Alterado em 17/12/2017 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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