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![]() Não conto histórias
Nem conto estórias. Há em meus olhos imagens e flashes arquivados. Existem palavras encreptadas e silenciosas. Respirando por meus poros. Por meus olhos e, ainda, por minha poesia. O poema é um lamento. Um trampolim e um alento. A história é registrada na retina. A palavra é registrada na mão. O fonema é registrado pelas cordas vocais. A vida passa pela ressonância de instrumento de cordas. Por ouvidos acidentais. Por brechas e vielas. Becos e ruas sem saída. que contornam o labirinto da vida. Não conto histórias. Não construo personagens. As máscaras preexistiam. traços de olhos, sombrancelhas e gestos humanos. Delicados ou furiosos. Vestes, indumentárias e mantos. A encobrir um corpo perceptível. Uma estética risível. Um apenas na imaginação concretizada em gotas de orvalho, de lágrimas ou de sangue. Nosso líquido corpo perpassa pela erosão dos dias, e das células. E das dúvidas a carcomer os dias. E, a trazer vertigens de eternidade. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 30/11/2017
Alterado em 17/12/2017 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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