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![]() No crepúsculo da primavera
Despencam pétalas ainda cheirosas No entardecer dos frutos Despencam folhas secas a formar um tapete sonoro e fecundo de segredos e sabores A vida se revela intensamente No sol que queima nossa pele e retina Na lua fria e distante imersa num céu estrelado. Cada estrela Cada ente Cada ser. Um símbolo de vida e infinito. Haverá mensagens lidas e compreendidas. Mas haverá os enigmas eternos e renováveis A desafiar-nos até a sobrevivência. No mar revolto cheio de ondas agigantadas A engolir os pescadores A triturar os sonhos E, a derrubar na areia o anseio de mergulhar profundamente em nós mesmos... E o quanto de tudo nos rodeia Há tudo imerso e misturado Entre palavras, sentimentos e gestos. Na primavera das flores. Suas cores e simbologia. No outono das folhas e frutos Seus sabores e signos. Alimentar a alma. Nutrir o corpo. Abeberar-se de poesia. Adoçar essa vida amarga pelos paradoxos e ironias. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 18/11/2017
Alterado em 21/11/2017 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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