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![]() Forças as palavras a exprimir
mas sua alma está calma está plácida Forças os fonemas a sair de sua garganta seca as sílabas se atiram no abismo das horas E giram loucas e compõem frases, parágrafos, romances. Snipers são justiceiros. Bandidos são heróis ocasionais. Ninjas são explícitos em sua arte mortal. Compassada e com visgo natural. Forças as palavras a confessar aquilo que sua face disfarça. Cometes gafes. Erros catatônicos. Tropeças sobre a sintaxe. E num ballet esquisito. E numa pantomima exclusiva entre mãos e tiranos. Elas revelam eles. Eles revelam elas. Mas eu nada revelo Eu supero. Eu, como títere. Não sou Pinochio. Não sou Gepeto. Sou o afeto que fez do boneco um filho. E, do acaso que fez o drama. Amar tudo. Amar a todos. De olhos fechados e corações abertos. Amar furtivamente Na calada da noite. No berço da madrugada. Amar e desamar Num ciclo paradoxo e constante. Forças a palavra, a porta de entrada, a tramela está posta. A verdade está atravessada atrás de tudo. Por vezes, imperceptível. Por vezes, casual e imprudente. Como a vontade de superar-te. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 16/09/2017
Alterado em 21/11/2017 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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