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![]() Além das palavras
Além dos sentidos. No mais profundo dos abismos. Na mais dinâmica rotação. Na fonética, na semântica e dentro dos símbolos. A magia da significação. Da representação. Do lirismo pé-de-mesa. Sustentando a parca vontade de sobreviver. Não quero ter nada. E sinto o domínio das coisas sobre mim. Pesando É pavoroso o pertencimento alheio. O muro da esquina que está torto. A rima que insiste em fugir. A esgrima que não lutei. A vitória que não consegui. Minha poesia é tudo isto E, ao mesmo tempo, não é nada. Está aqui, ali e depois. E, se desintegra em fósseis, doenças ou flores. A primavera chegando... Perfumes e pestilos disputando percepções. Um olhar. Um reconhecimento Ou alheamento. E, tudo que tenho para dar... são fatos e são narrativas. Meia-confissão De tudo que sou... E nem sei que sou. De tudo que penso. E nem sei que penso. E, ainda assim, por ser inexorável. Passo aqui. Para vedar a porta com signos poéticos Que colorem a consciência cansada do preto e branco da lucidez. A correção míope das lentes Me faz achar sabedoria numa visão borrada e desfocada. Enlouqueça a palavra e, ela lhe entrega o sentimento. Enlouqueça o sentimento e, ela lhe dá a razão... Que não está precisa, mas dispersa em todo oxigênio daqueles que ainda não morreram. Quanto aos que morreram ainda que houvessem geografia, se encontrariam na história. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 15/09/2017
Alterado em 15/09/2017 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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