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![]() Eu não me basto.
Preciso do outro. Preciso do desconhecido. Preciso do improvável. Eu não me basto. Mas, preciso de certa solidão. Do silêncio sólido das rezas Preciso do vazio sereno das madrugadas. Eu não me basto Preciso da minha imaginação e da sua. E de outrem. Preciso da consciência extrínseca. Em relevo no Himalaia. Ou nas planícies cheias de pântanos E de lágrimas com as lamúrias de existir. Existir dói. Perceber a dor e a existência. Dói ainda mais... Precisamos sobreviver. Mas, as vezes, só nos resta o corpo despido de dignidade. Somos zumbis civilizados. Sem sentimentos ou afetos. Somos entes entronados em células. Quando superamos? Quando finalmente entendemos que não nos bastamos... GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 20/06/2017
Alterado em 20/06/2017 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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