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![]() Quadro em branco.
Há palavras dormentes. Há nuvens isentas de chuvas. Há cegueira implícita. Fingimos enxergar. Fingimos entender. Fingimos aceitar. Fingimos imensamente e, tanto que não passamos de canastrões Não decoramos os scripts que nos deram Os fonemas soltos sem semântica A semântica solta sem literatura A literatura perdida por ideologias. Quadro em branco Há no limiar do sussurro, a morte do segredo, a morte da lealdade. Há uma faca encravada nas costas. Há uma palavra travada na garganta. Há um sentimento acimentado no afeto. Quadro em branco. Fomos criados para ser e existir. Fomos educados para crescer e enganar. E talvez resistir. Fomos domesticados Pois as verdades foram todas copiosamente escritas em quadro em branco. Quem saberá lê-lo? Quem saberá interpretá-lo? Só os deuses, as deusas e a poesia cega que sangra publicamente ao entardecer. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 02/06/2017
Alterado em 03/06/2017 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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