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![]() Amores ausentes.
Portas trancadas Silêncio e depois alguns passos. Cambaleante está o lirismo na escada Não sabe se sobe, ou se desce. Fica admirando o mundo sob outro prisma. Conhece cores e matizes inatingíveis. Ouve sopranos dramáticas a musicar a dor humana de simplesmente existir. Amores carentes Amores frequentes Amores contundentes Lascas de alma por toda a sala. E o conforto inconveniente de se sentir menos humano e mais inseto. Ou talvez mais paisagem do que contexto. Todas as frutas conhecem a primavera, conhecem o outrono. E, a fome conhece o inverno. A eternidade conhece o limite. E, as lágrimas conhecem a dor.. Conhecimento é motivo de tudo. É o fim de tudo. E o amor, é a pedra no meio do caminho. Ou o caminho no meio da pedra. Ou o meio de caminhos e pedras. Não posso relutar. Não posso desistir. Minhas mãos obreiras falam de arte. Tocam em arte. E transformam. E vivas fazem arte morta. A arte da transformação. Subreptícia. Intrínseca. Intensa e contínua. Ao cessar, inscrevemos nossa lápide. Amores indecentes. Amores incandescentes Cinzas emocionais. Phênix espirituais Voam baixo na tentativa de aterrizar. Os amores que ainda não nasceram. GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 24/03/2017
Alterado em 12/03/2018 Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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